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  • 12
  • MAI/2019

Protagonista de Malhação Juan Paiva irá para Cannes e fala sobre racismo

Morador do Vidigal, comunidade carioca na Zona Zul, o ator conta que na última terça-feira foi seguido por um segurança ao chegar de moto e estacionar perto de uma loja de roupas em Ipanema, área nob

EXTRA ONLINE - Juan Paiva, um dos protagonistas da premiada “Malhação: Viva a diferença”, sentiu na pele o preconceito sofrido pelo personagem Anderson na trama que venceu o Emmy internacional como melhor série. Morador do Vidigal, comunidade carioca na Zona Zul, o ator conta que na última terça-feira foi seguido por um segurança ao chegar de moto e estacionar perto de uma loja de roupas em Ipanema, área nobre da Zona Sul do Rio.

“Depois que comecei a trabalhar e passei a frequentar lugares fora Vidigal, eu entendi que existe racismo. Nesse dia, fui para a casa da minha mãe e chorei no colo dela. O pior era que o segurança também era negro”, conta emocionado.

Da sua luta diária, ele transformou em motivação para chegar cada vez mais longe. E chegou. Protagonista do filme “Sem seu sangue”, ele representará o Brasil no Festival de Cinema de Cannes, na França.

“Será minha primeira viagem internacional. Eu quero levar meu trabalho para as pessoas de todo o mundo. E mostrar que Deus dá um dom para cada um, assim, todos podem vencer com seu trabalho”, conta o jovem de 21 anos, filho da dona de casa Jacira Trindade, de 50 anos, e do garçom Celso Paiva, de 52.

Juan é pai de Analice, de 4 anos, fruto do relacionamento com sua mulher, Luana Souza. Ele foi pai aos 16 anos e a menina trouxe amadurecimento para o garoto que começou a trabalhar aos 10 anos, no filme “5x Favela - Agora por Nós Mesmos”.

“Tento mostrar um mundo melhor para ela, mas a Analice vê uma realidade cruel na sua frente. Busco sempre o melhor para minha filha e ensino a lidar com o diferente”, conta o ator que presenteia a pequena com bonecas brancas e negras.

No filme “Sem seu sangue”, que recebeu o nome de “Sick, Sick, Sick” no exterior, ele vive o radical e misterioso Arthur, um jovem hemofílico. Na história, ele se envolve com Silvia (Luiza Kosovski), uma menina rica que se sente deslocada do meio que vive.
Juan Paiva, um dos protagonistas da premiada “Malhação: Viva a diferença”, sentiu na pele o preconceito sofrido pelo personagem Anderson na trama que venceu o Emmy internacional como melhor série. Morador do Vidigal, comunidade carioca na Zona Zul, o ator conta que na última terça-feira foi seguido por um segurança ao chegar de moto e estacionar perto de uma loja de roupas em Ipanema, área nobre da Zona Sul do Rio.

“Depois que comecei a trabalhar e passei a frequentar lugares fora Vidigal, eu entendi que existe racismo. Nesse dia, fui para a casa da minha mãe e chorei no colo dela. O pior era que o segurança também era negro”, conta emocionado.

Da sua luta diária, ele transformou em motivação para chegar cada vez mais longe. E chegou. Protagonista do filme “Sem seu sangue”, ele representará o Brasil no Festival de Cinema de Cannes, na França.

“Será minha primeira viagem internacional. Eu quero levar meu trabalho para as pessoas de todo o mundo. E mostrar que Deus dá um dom para cada um, assim, todos podem vencer com seu trabalho”, conta o jovem de 21 anos, filho da dona de casa Jacira Trindade, de 50 anos, e do garçom Celso Paiva, de 52.

Juan é pai de Analice, de 4 anos, fruto do relacionamento com sua mulher, Luana Souza. Ele foi pai aos 16 anos e a menina trouxe amadurecimento para o garoto que começou a trabalhar aos 10 anos, no filme “5x Favela - Agora por Nós Mesmos”.

“Tento mostrar um mundo melhor para ela, mas a Analice vê uma realidade cruel na sua frente. Busco sempre o melhor para minha filha e ensino a lidar com o diferente”, conta o ator que presenteia a pequena com bonecas brancas e negras.

No filme “Sem seu sangue”, que recebeu o nome de “Sick, Sick, Sick” no exterior, ele vive o radical e misterioso Arthur, um jovem hemofílico. Na história, ele se envolve com Silvia (Luiza Kosovski), uma menina rica que se sente deslocada do meio que vive.

"Ele é um grafiteiro radical e misterioso que gosta de se arriscar e vê na doença um desafio. Comecei como ator ainda criança e não tinha noção do que a profissão era, via apenas um hobby. Após "Totalmente demais" a ficha como ator caiu e percebi que era aquilo que queria fazer na minha vida. Quero estudar e me aperfeiçoar, tem muita gente que me acompanhou e sofre por mim. Já vivi muito preconceito e continuo batalhando ao lado dos meus irmãos de fé", conta Juan que viu seus pais chorarem com a notícia que ele iria para a França: "Quero dar orgulho para todas as pessoas, não só as do Vidigal", finaliza o ator apaixonado pelo ofício.
"Ele é um grafiteiro radical e misterioso que gosta de se arriscar e vê na doença um desafio. Comecei como ator ainda criança e não tinha noção do que a profissão era, via apenas um hobby. Após "Totalmente demais" a ficha como ator caiu e percebi que era aquilo que queria fazer na minha vida. Quero estudar e me aperfeiçoar, tem muita gente que me acompanhou e sofre por mim. Já vivi muito preconceito e continuo batalhando ao lado dos meus irmãos de fé", conta Juan que viu seus pais chorarem com a notícia que ele iria para a França: "Quero dar orgulho para todas as pessoas, não só as do Vidigal", finaliza o ator apaixonado pelo ofício.
 
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